Algumas ponderações minhas antes dos Vinte e cinco anos.

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Quando você tinha cinco anos, o que você pensava em ser ao chegar na fase adulta?

Eu sonhava em ser atriz. Uma glamurosa atriz, daquelas que desfilam pelo tapete vermelho. Eu tinha microfone, dava entrevistas, apresentava programas estilo Angélica, Eliana, Mariane e Mara Maravilha. Porém, meus pais nunca gostaram da ideia de estar no meio artístico e por isso, nunca me apoiaram. Então, quando cheguei aos oito anos, eu resolvi criar histórias. Resolvi escrever! Adorava escrever, mesmo tendo aprendido depois da leitura (sou hiperléxica, e por isso aprendi a ler aos dois anos de idade). Contudo, a vontade de ser atriz e seguir no meio artístico ainda eram bastante presentes. Meus pais, curiosamente, me deram um teatrinho de fantoches. Amava! Criar histórias, apresentar, ouvir os aplausos… Me fascinava!
Fui uma criança bastante solitária, portanto, recorri a minha imaginação inúmeras vezes. Talvez seja por isso que eu gosto tanto da magia que a televisão e o cinema trazem. Sem esquecer do teatro!
Não era e nem sou uma dançarina, não era e nem sou uma grande esportista. Eu, então, precisava encontrar algo que me completasse. Eu queria a atuação, mas meus pais não. Precisei voltar aos olhos para academia.
Cheguei aos nove, e vi que astrologia (planetas, estrelas e afins) era muito interessante. Pronto! Trabalharei na NASA como cientista. Só que eu sou péssima em matemática! Sem contar física e química!
Você deve estar se perguntando se eu desisti da atuação. Eu respondo: não! Naquela época ainda queria tentar a sorte como atriz. Além dos meus pais não aceitarem a ideia, os outros também viam com descrença porque era (e sou) tímida. Alguns me viam como a redatora do jornal “Estado de São Paulo” porque eu sempre fui ávida por informação. Outros me viam como uma bióloga ou médica ou qualquer coisa relacionada as ciências (exatas e biológicas) porque a informação e a curiosidade sempre me acompanharam.
Eu já disse a vcs que eu não sou dançarina e tampouco esportista. Sou lenta, sou “dura”, um horror! E parecia que todos os meus colegas concordavam desta opinião. Afinal, eles eram os meus piores críticos. E por isso, eu aceitei que deveria desistir e procurar outra coisa. Entretanto, no meu coração, eu sentia que deveria manter o sonho da atuação.
Cheguei aos quinze anos, e já havia desistido de dançar, de ser atleta e estava abrindo mão aos poucos da atuação. Só me sobrou a academia. Resolvi ser diplomata. O diplomata das Nações Unidas (ONU), o brasileiro, Sérgio Vieira de Mello havia morrido e eu resolvi investigar o que ele fazia. Me apaixonei! Fazer a diferença com apenas palavras?! Incrível! Dediquei de corpo e alma, à história, à geografia, à política, à cultura, etc. Globos terrestres sempre me intrigaram (acho que escrevi errado, mas tudo bem)!
Aos vinte, ainda me mantive como diplomata. Quer dizer, a ideia. E esta ideia todos aceitaram!
No entanto, quando terminei minha graduação em Relações Internacionais para seguir o sonho de ser diplomata… O meu coração ficou triste… Não queria isso. Queria que eu tentasse a atuação, a dança, ou o esporte, ou a música, ou qualquer coisa que me disseram que eu não servia. Que não era boa o bastante! Que deveria desistir. E eu, estou aqui com quase um quarto de século de vida (25 anos) triste, porque aceitei sem lutar, a desistência. Quando me ensinaram justamente o contrário.

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