Fantasmas.

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Fonte: http://weheartit.com/entry/53940210/via/mariaamalia

Honestamente, eu creio em fantasmas. Entretanto, eu não digo daqueles que estão no plano espiritual. Mas sim, dos “fantasmas do Natal passado”.
Estes fantasmas são, em efeito, a nossa pendência mal resolvida com o mundo que vivemos. Sinceramente, eu estou cheia de pendências para serem resolvidas.
Eu não sei como resolvê-las.
Minha irmã me mostrou umas fotos antigas de uma escola que estudávamos. Enquanto ela me mostrava animadamente as fotos, eu não estava nem um pouco empolgada (ok, eu confesso que em determinadas fotos, eu estive interessada em olhá-las).
A verdade é que algumas sensações vieram, e elas não foram boas. Ao invés de sentir saudades de relembrar a época daquela escola, eu senti tristeza, raiva, frustração.
Senti isso, porque eu era a “Carrie, a estranha” da minha turma e alguns me detestava ou me tratava com profunda indiferença. Alguns, nem todos! Uns eram bem legais!
Boa parte dos meus traumas e fobias foram provocados pelos meus colegas de classe. Traumas e fobias jamais superados por mim.
Mas, eu não os odeio. Eu já os perdooei, assim como espero ter sido perdoada por algum mal que fiz.
Claro que se reencontro com algum antigo colega de classe daquela época de escola, eu tento ser a mais cordial possível sem transparecer falsidade, melhor, eu fico feliz em vê-los, mas não trato como “amigão”, sabe?!
Admito que se eu não estiver ao menos com um corretivo para disfarçar minhas olheiras, eu fujo deles para não me verem e quem sabe não comentarem sobre mim.
Isto pode soar ridículo, porém minha autoconfiança está em graus baixíssimos! Não só está, como ela é!
E tem também um outro fantasma, o fantasma humano. É isso mesmo que vc leu.
Este fantasma é aquela pessoa que vc olha e tenta fugir dela a todo custo! Ex-namorados/namoradas que a (o) machucaram, por exemplo. No meu caso, são dois homens que causam isso.
Eles nunca foram meus namorados, eles foram colegas de classe meus.
Eles eram amigos, então eles eram parceiros de crime. Um era o mandante, o outro era o capataz e braço direito. Eu costumo dizer que eles eram monstros de tanto mal que me fizeram.
Agora, toda vez que eu os vejo, eu fujo. Ou rezo a Deus que não se lembrem de mim. Mesmo depois de tanto tempo. Nunca tive coragem para encará-los nos olhos.

Embora, eu reze muito, aqueles dois meninos, hoje homens, me reconhecem de alguma forma. Bom, a última vez que vi um deles no estacionamento do supermercado, (isso em 2008!) ele me reconheceu. Não conversou comigo, mas ficou olhando para mim. O que me deixava bastante incomodada. Não deveria estar, mas não sabia o que ele pensava. Se era algo bom ou ruim.
A verdade é que por mais que eu tente esquecer algo ou alguém, eles sempre voltam. Por isso, eles são fantasmas.

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